Um lugar para entender o 2º turno presidencial de 25 de outubro de 2026, entre Lula e Flávio Bolsonaro, com números verificáveis: o resultado oficial, a comparação com as pesquisas da véspera, o efeito da prorrogação até as 19h, os boatos que circularam e a cronologia do dia. Os dados vêm dos arquivos públicos de resultados do TSE (1º e 2º turnos, por estado e grandes cidades), das pesquisas registradas na véspera, da contagem dos registros das urnas feita pelo G1 e pela Jovem Pan, e de reportagens de veículos com linhas editoriais diferentes, todas com link. É um projeto pessoal, sem ligação com partidos ou com o TSE, montado com ajuda de inteligência artificial (Claude) e conferido item a item com as fontes citadas.
Nota: este site não tem fins lucrativos nem vínculo ou viés político. Ele foi construído com uma metodologia definida explicitamente nas instruções (o prompt) dadas à inteligência artificial: registrar só fatos comprovados, avaliar os acontecimentos de forma imparcial e, quando aparecer uma opinião, uma hipótese ou uma estimativa, identificá-la como tal. Todas as informações vêm de dados públicos, disponíveis na internet, com link para a fonte.
Conteúdo atualizado em . Os fatos posteriores a essa data ainda não estão no site.
Esta aba mostra o placar oficial do TSE: votos válidos de cada candidato, seções totalizadas e o resultado por região, por UF e no mapa.
Como foi montada: o app lê os arquivos públicos de resultados do TSE (resultados.tse.jus.br) do 2º turno, do Brasil e de cada UF, e só faz somas e percentuais. No site publicado são os arquivos finais, salvos depois do fim da apuração; rodando ao vivo, o botão Atualizar busca a versão mais nova.
Esta aba estima, durante a apuração, a chance de cada candidato vencer e o resultado final provável, antes de todas as urnas serem contadas.
Como foi montada: parte do perfil de voto de capitais, grandes cidades e interior de cada UF no 1º turno (dados do TSE), ajusta pela média das pesquisas da véspera e corrige com o que já foi apurado em cada lugar; a incerteza vem de milhares de simulações. Os detalhes estão em “Parâmetros do modelo e como funciona”, no fim da página. Com a apuração encerrada, a projeção coincide com o resultado oficial.
Esta aba compara o que as pesquisas da véspera diziam com o que as urnas mostraram e explica por que uma diferença entre os dois não é sinal de fraude.
Como foi montada: os números de cada instituto vêm da compilação da RED publicada em 24/10, em votos válidos; o resultado é o oficial do TSE; os exemplos de 2022 vêm de reportagens da época, com link. Durante a apuração, esta aba mostrava a projeção de quem ia ganhar; com a eleição encerrada, ela deu lugar a esta comparação.
Esta aba mede quanto a prorrogação da votação até 19h, decidida pelo ministro Zanin, poderia ter mudado o resultado.
Como foi montada: parte do resultado oficial do TSE e da contagem de votos registrados depois das 17h nos registros (logs) das urnas, feita pelo G1 e por um levantamento divulgado pela Jovem Pan. Os cenários de horário normal e estendido usam suposições por região que você pode editar; elas são estimativas e estão marcadas assim. Inclui a explicação simples, a hipótese de todas as seções abertas até 19h e o mínimo que Flávio precisaria para virar.
Esta aba reúne boatos sobre o 2º turno e mostra por que não procedem.
Como foi montada: cada card traz o texto do boato na íntegra, como circulou, e depois o parecer, com as contas feitas a partir dos números oficiais do TSE do 1º e do 2º turno e links para as fontes. Boatos novos entram no topo.
Esta aba conta o dia da eleição hora a hora, separando fato, opinião e fake news, e diz qual candidatura cada acontecimento prejudicou em votos.
Como foi montada: cruzando reportagens de veículos com linhas editoriais diferentes (vistos como à direita, ao centro e à esquerda) com fontes oficiais; quando os veículos discordam de horário ou número, o item mostra as versões.
Resultado oficial do TSE até agora · votos válidos
Números oficiais, sem nenhuma estimativa.
Probabilidade de vitória
Mapa por UF · toque num estado
Toque ou passe o mouse sobre um estado para ver os detalhes.
Resultado por região
| Região | Apurado | Lula | Flávio |
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Resultado por unidade da federação
| UF | Apurado | Lula | Flávio |
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Distribuição do resultado final projetado
Projeção nacional
| Lula | Flávio |
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Projeção por unidade da federação
| UF | Apurado | Parcial Lula | Projeção final Lula | Faltam (válidos) |
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Pesquisas de 2º turno (votos válidos) · editáveis
| Instituto | Fim da coleta | Amostra | Lula % | Flávio % |
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Cronologia · domingo, 25 de outubro de 2026 (horário de Brasília)
Cada item diz se é fato (aconteceu e está registrado), opinião (é o que alguém disse ou defende, inclusive as versões em disputa) ou fake news (afirmação desmentida pelos dados). Os horários vêm das próprias reportagens; quando os veículos dão horários diferentes, o item avisa. Cada item também diz qual candidatura foi prejudicada no resultado, isto é, em votos, e por quê. Prejuízo de imagem não conta. Quando não dá para saber de que lado eram os votos afetados, o item diz isso.
Veículos consultados, de linhas editoriais diferentes: Gazeta do Povo, Revista Oeste, Brasil Paralelo e Jovem Pan (costumam ser vistos como à direita); Exame, Bloomberg Línea, Metrópoles e Mix Vale, Poder360 e Band (mercado e generalistas); CartaCapital e Brasil 247 (costumam ser vistos como à esquerda); e as agências públicas Agência Brasil e Agência Senado, além do próprio TSE.
Desmentindo fake news
A votação deveria acabar às 17h. Um ministro do STF mandou estender até as 19h, mas o TSE explicou que valia só para as seções que ainda tinham gente na fila. A maioria das seções já tinha fechado.
Os votos dados depois das 17h podem ter mudado quem ganhou?
Lula teve 64,3 milhões de votos e Flávio, 59,8 milhões. A diferença é de 4,43 milhões de votos.
Exemplo: o Maracanã lotado tem uns 78 mil lugares. A diferença entre os dois candidatos encheria 56 Maracanãs.
Cada urna anota a hora de cada voto, como um relógio que marca quando cada pessoa votou. Contando essas anotações, deu cerca de 35 mil votos no Brasil inteiro, depois das 17h.
Exemplo: 35 mil pessoas não enchem nem meio Maracanã. A diferença enche 56.
Não. Imagine um pote de balas em que cada bala vale 1 milhão de votos: 64 balas vermelhas (Lula) e 60 azuis (Flávio). Os votos depois das 17h seriam um farelinho do tamanho de 1/28 de uma bala.
Exemplo: mesmo se esse farelinho inteiro fosse vermelho e você jogasse fora, o pote continuaria com 64 vermelhas e 60 azuis. Lula ainda ganharia por 4,39 milhões de votos.
Aí a conta é outra: quem chegou atrasado nas seções fechadas também poderia ter votado. Para Flávio virar, os cálculos desta página mostram que precisariam aparecer mais de 18 milhões de pessoas depois das 17h, e a maioria votando nele.
Exemplo: é como se 6 em cada 10 pessoas que não foram votar o dia todo resolvessem aparecer justo nas últimas duas horas. Nas seções que ficaram abertas, apareceram só uns 35 mil.
A conta mostra o tamanho das coisas: os votos depois das 17h são muito menores que a diferença entre os candidatos, então não decidiram quem ganhou. Dá para discutir se a prorrogação foi justa, porque nem todas as seções ganharam o tempo extra. Mas não foi ela que deu a vitória a Lula.
Os números vêm do resultado oficial do TSE e de levantamentos de imprensa com os registros das urnas (G1 e Jovem Pan), listados no quadro "Dado real" logo abaixo.
Dado real · logs das urnas
| UF | Votos 17h–19h |
|---|---|
| São Paulo | 8.855 |
| Bahia | 4.188 |
| Rio de Janeiro | 4.146 |
| Minas Gerais | 2.253 |
| Pernambuco | 1.636 |
| Pará | 1.308 |
| Ceará | 1.074 |
| Amazonas | 1.004 |
| Distrito Federal | 980 |
| Paraná | 926 |
| Cidade | Votos 17h–19h |
|---|---|
| São Paulo (SP) | 4.487 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 2.337 |
| Salvador (BA) | 1.766 |
| Brasília (DF) | 980 |
| Manaus (AM) | 621 |
| Belo Horizonte (MG) | 327 |
| Fortaleza (CE) | 302 |
Tabelas do levantamento divulgado pela Jovem Pan (34.319 votos; só as maiores UFs e cidades). Os logs registram a hora em que cada voto foi confirmado, não em quem: nenhum levantamento sabe quantos foram para Lula ou para Flávio. Parte desses eleitores já estava na fila às 17h e votaria de qualquer jeito. Não é um número oficial homologado pelo TSE.
Fontes: Correio, com dados do G1 · Jovem Pan · balanço do TSE
Horário normal (até 17h) × horário estendido (até 19h)
A conta, passo a passo, com os números de agora
O número que decide · não depende das suposições
| Fatia de Lula | Votos necessários depois das 17h | % dos votos do dia | Abstenção até 17h |
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Hipótese · e se todas as seções tivessem ficado abertas até as 19h?
Aqui a conta é ao contrário: em vez de tirar votos, o app acrescenta ao resultado oficial os votos que poderiam ter vindo das seções que fecharam às 17h, se elas também tivessem sido prorrogadas.
| Fatia de Flávio | Votos a mais necessários | Movimento necessário (% da última hora) | Vezes o movimento real |
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Suposições por região · edite à vontade
| Região | Seções % | Abertas % | Lula % | Votos |
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O botão de perfil copia a fatia de Lula que cada região teve no resultado oficial.
Fluxo de eleitores nas seções
Fatia do comparecimento do dia em cada hora (%). A última hora (16h às 17h, em laranja) é a referência para o ritmo da prorrogação.
O que se sabe. O STF (ministro Zanin) prorrogou a votação até 19h; às 18h12 o TSE orientou que a prorrogação valia só para as seções ainda abertas, que tinham fila. Levantamentos com os logs públicos das urnas contaram de 34 mil a 35,5 mil votos depois das 17h (quadro no topo da aba). Os logs não dizem em quem foram esses votos, e o TSE não divulgou quantas seções ficaram abertas, por isso as fatias por região e as seções abertas continuam sendo suposições.
1. Perfil de cada local. Cada UF é dividida em capitais e grandes cidades (cerca de 140) e o resto do estado. A base de cada uma é a fatia de Lula entre Lula e Flávio no 1º turno de 2026 (arquivos oficiais do TSE, eleição 6257), que resume o perfil do eleitorado local. Se os arquivos municipais não estiverem disponíveis, o app usa a UF inteira.
2. Pesquisas. A média das pesquisas (ponderada pela raiz da amostra e pela recência) define um deslocamento nacional uniforme, aplicado em escala logística sobre a base de cada UF. O resultado é o "esperado pré-apuração".
3. Apuração. Para cada cidade e para o resto de cada UF, a diferença entre a parcial e o esperado mostra se o local está votando acima ou abaixo do previsto. Essa diferença recebe peso que cresce com a fração apurada. O que falta é preenchido pela tendência da própria UF, puxada para a tendência nacional e para as pesquisas. Como capitais costumam ser apuradas antes do interior, separar os dois corrige boa parte do viés da ordem de apuração. Os parâmetros não foram calibrados com 2018 e 2022.
4. Incerteza. Monte Carlo com erro nacional (cauda t de 4 graus), erro por UF e erro no comparecimento, todos encolhendo conforme a apuração avança. A probabilidade é a fração de simulações em que cada candidato termina com mais votos válidos.
5. Confiabilidade. Baixa com menos de 20% apurado, Moderada a partir de 20%, Alta com 60% apurado e intervalo de 90% menor que 1,2 ponto, Muito alta com 90% apurado e intervalo menor que 0,6 ponto. O nível de confiança (80% a 99%) só muda a largura do intervalo mostrado, não a probabilidade.
É um modelo estatístico e não substitui o resultado oficial do TSE.
Pesquisas da véspera × resultado das urnas · votos válidos de Lula
| Instituto | Lula | Margem | Erro |
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“Erro” é o resultado oficial de Lula menos o número da pesquisa para Lula. Margem é a margem de erro informada pelo instituto (“–” quando a compilação não informa). Veritá e Gerp ainda estavam em conferência documental, segundo a RED. Fonte das pesquisas: RED, 24/10/2026; também conferido em Polêmica Paraíba (AtlasIntel) e A Notícia do Vale (Datafolha e Quaest).
O que essa diferença significa
Pesquisa errar é prova de fraude? Não. Pesquisa é um retrato feito com uma amostra, alguns dias antes, e já errou nos dois sentidos. Na véspera do 1º turno de 2022, o Datafolha dava a Bolsonaro 36% dos votos válidos; nas urnas ele teve 43,2%, sete pontos a mais (Metrópoles). Na véspera do 2º turno de 2022, o Datafolha dava Lula 52% e Bolsonaro 48%; o resultado foi 50,9% a 49,1%, melhor para Bolsonaro (Poder360). Em 2026 o erro foi para o outro lado.
O que pode explicar (hipóteses, não comprovadas). O comparecimento subiu do 1º para o 2º turno (abstenção caiu de 21,1% para 19,2%), e quem vota só no 2º turno é difícil de captar em pesquisa. Os votos que Lula e Flávio disputaram no 2º turno (de quem votou em outros candidatos, em branco ou nulo no 1º turno, ou não tinha votado) foram cerca de 74% para Lula (ver aba Fake news). Também há eleitores que decidem na última hora ou não declaram o voto ao pesquisador.
O que conferir de verdade. O resultado de cada urna é público: o boletim de urna é impresso e afixado na seção ao fim da votação e pode ser comparado com o que o TSE soma. Uma fraude precisaria aparecer nessa comparação, e não na diferença com as pesquisas.
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